quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Rio+20: Daqui pra frente tudo tem que ser diferente



A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável-Rio+20 teve início dia 13 de junho e terminou no dia 22 de junho. Foi a maior conferência já realizada pela ONU. Aconteceu no Rio de Janeiro e contou com a participação de líderes do governo, dos setores privados, da sociedade civil, além de acadêmicos, jornalistas e o público em geral.

A abertura oficial da conferência ocorreu no dia 20 de junho, com a presença dos chefes de Estado. Durante a abertura, a presidente Dilma Rousseff defendeu o documento aprovado pelas 193 nações. “Foi um esforço de reconciliação para avançarmos em direção ao futuro que queremos. Mas não basta manter as conquistas do passado, temos que evoluir”, destaca a
 
Paralelo ao primeiro dia da reunião entre os chefes de Estado ocorreu a Marcha Global da Cúpula dos Povos. Segundo a Polícia Militar, cerca de 20 mil pessoas participaram da manifestação que reuniu diversificadas reivindicações. Os manifestantes cobraram um resultado concreto na aprovação do Rascunho Zero pelos chefes de Estado.
 
O segundo dia de reunião foi marcado por críticas dos líderes de Estado ao texto final da conferência ambiental. O presidente de Cuba, Raúl Castro; da França, François Hollande; do Uruguai, José Pepe Mujica; da Bolívia, Evo Morales e Rafael Correa do Equador se pronunciaram contra o que foi acordado. A ONU afirmou que mesmo com as críticas, não haverá alteração em nenhum dos parágrafos do documento final.

No último dia de conferência, a presidente Dilma Rousseff manteve a defesa ao documento e lembrou que o texto foi avalizado por representantes de 193 países e, portanto ninguém deveria apontar o dedo para ninguém.

A presidente deu fim à Rio+20 considerando a conferência um ponto de partida, de onde as nações devem avançar daqui pra frente.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Benefícios que vão além de emagrecimento



Foto: Divulgação



    Óleo de coco. Esse é um dos nomes da mídia nos últimos meses. Mas, afinal, para que serve o óleo de coco? Ele é realmente eficaz? A nutricionista do Centro de Saúde número 03 de Sobradinho II, Renata Miranda, conta sobre o trabalho com esse alimento.

    O óleo de coco é considerado um alimento funcional, ou seja, promove benefícios que vão além de uma simples função nutricional.  Renata conheceu o óleo de coco em sua pós-graduação em nutrição funcional e há dois anos tem receitado a seus pacientes. “Constatei a redução da circunferência abdominal, melhora na saciedade e melhora do lipidograma”, afirma. Lipidograma é a dosagem dos quatro tipos principais de gorduras: colesterol total, HDL-colesterol, LDL-colesterol e triglicerídeos.

    Vale ressaltar que sem aliar o uso do óleo de coco a hábitos de vida saudáveis, o alimento não terá grande efeito. “É necessário também o fracionamento das refeições, redução da ingestão de alimentos ricos em açúcar e gordura, redução da carga glicêmica da dieta e prática de atividade física regular”, destaca a nutricionista.

    O óleo de coco não é um medicamento, mas sim um complemento alimentar. Pode ser encontrado em sua forma líquida ou em cápsulas. Os valores do produto variam entre R$ 18,00 e R$ 80,00, lembrando que são vendidos com conteúdo líquido de 200 ml e 500 ml e, quando em cápsulas, os frascos podem conter de 60 a 180 cápsulas.

   Por ser um produto com um valor não muito acessível, Renata conta que muitos de seus pacientes têm comprado o óleo de coco de babaçu por ser mais barato, porém “o óleo tem que ser extra-virgem, extraído a frio e tem que ser do coco, e não do coco de babaçu”, ressalta.

   O óleo de coco auxilia na elaboração de uma alimentação rica e saudável, e por esse motivo, tem chamado a atenção de pesquisadores, nutricionistas e consumidores.

    A abordagem feita pela reportagem sobre o uso do óleo de coco em restaurantes naturais do Plano Piloto em Brasília, apontou que a adesão ainda é baixa. De dez restaurantes entrevistados, somente dois utilizam o alimento. E quando utilizado, é apenas na preparação de um bolo, por exemplo.

    Em geral, os resultados obtidos com a utilização do óleo de coco tem sido positivos. “Eu faço outras mudanças na alimentação dos pacientes, então não posso afirmar que as melhoras se devem, de fato, ao uso do óleo de coco”, explica Renata.


 De vilão a herói

    O óleo de coco é um derivado da massa de coco, rico em gorduras saturadas. A gordura bruta do coco era muito utilizada no passado, mas os alimentos que eram ricos em gorduras saturadas foram considerados capazes de promover a elevação do colesterol, bloqueio das artérias e doenças cardiovasculares. Assim, o óleo de coco se tornou um grande vilão.

    Recentemente, em uma pesquisa realizada na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, o óleo de coco foi adicionado às refeições dos participantes. Eles não só apresentaram uma perda significativa de peso, como perderam sete vezes mais a gordura abdominal do que os outros que não utilizaram.

    É rico em gorduras trans e possui alto teor de ácidos graxos de cadeia média, que são os ácidos láuricos, idênticos aos encontrados no leite materno. Uma dieta rica em óleo de coco não aumenta o colesterol,uma vez que, ele tem a propriedade de aumentar a fração HDL do colesterol, ou seja, o colesterol bom.

    É um alimento complementar com propriedade benéfica para a saúde. Fortalece o sistema imunológico, facilita a digestão e a absorção de nutrientes. Pode substituir os demais óleos de cozinha por ser capaz de suportar altas temperaturas, sem sofrer modificação em seus componentes nutricionais.


 Obesidade cresce no Brasil

    O levantamento realizado pelo Ministério da Saúde aponta que a proporção de pessoas acima do peso no Brasil avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o número de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.Os números são da última pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011) em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo.

   De acordo com o Portal Endocrino, dirigido pelo doutor Leandro Diehl, a obesidade foi reconhecida como sendo uma doença, devido aos múltiplos problemas que pode acarretar à saúde das pessoas.

   Apesar de apenas uma pequena proporção dos casos de obesidade ser provocada por excesso ou deficiência de alguns hormônios, o tratamento dessa condição pertence ao endocrinologista, pois a obesidade é acompanhada frequentemente de outras doenças endócrinas, tais como a diabetes, os transtornos do colesterol e a síndrome dos ovários policísticos.

   Os endocrinologistas são médicos treinados para reconhecer e tratar problemas hormonais, ajudando a restabelecer o equilíbrio natural dos hormônios do corpo humano.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Gíria: Viável ou não, eis a questão


A gíria se originou na maneira de falar de grupos marginalizados que não queriam que pessoas não pertencentes ao grupo entendessem a comunicação. Os jovens são um exemplo de grupo que se comunica através de expressões e palavras que só são entendidas entre os mesmos. “Gíria é uma forma de se diferenciar, acho que por isso que é usada mais por jovens, pois assim eles se destacam”, afirma Gabriela Chaves, 21 anos, estudante de Direito.

Para o auxiliar jurídico Carlos Paulo Araújo, 25 anos, gírias são expressões utilizadas para facilitar a comunicação entre as pessoas da mesma região, tribo e idade. “Utilizo com frequência, mas a utilização é viável somente com os amigos em ambiente descontraído, nada de usar em escritórios e ambientes mais sérios”, ressalta.

            Juliano Siqueira de Ávila, 23 anos, técnico em Tecnologia da Informação, acredita que as gírias atrapalham. “Você acostuma tanto a falar ‘errado’ que acaba escrevendo errado também. Já cheguei ao ponto de em um rascunho de redação, usar gíria sem perceber, e isso é ‘mals,né véi?’ ”, brinca.

           
Grupos sociais distintos têm seus "modos de falar". Esse é o caso de profissionais que se expressam por linguagem técnica de suas profissões.Vale ressaltar que “modos de falar” na comunicação entre pessoas de áreas profissionais são jargões, que muitas vezes se confundem com as gírias. De acordo com o dicionário Aurélio, "Jargão é o modo de falar específico de um grupo, geralmente ligado à profissão" e gíria é a “linguagem que, nascida em certo grupo social, termina estendendo-se à linguagem familiar”. Gíria e Jargão têm definições diferentes. 

 “Gíria é o ato de facilitar as palavras e torná-las mais compreensíveis. Retirando-as da norma culta e colocando numa norma oculta. São úteis desde que não sejam pejorativas e, portanto, devem ser usadas para uma melhor e mais fácil compreensão da Língua Portuguesa que sempre traz tantas regras, muitas vezes de difícil entendimento”, relata a professora de Educação Infantil Wanessa Martins Rocha, 23 anos. Ela admite que utiliza algumas gírias. “Faço uso das gírias quando estou com pessoas que também as utilizam, ou seja, entre amigos e família”, afirma.

“Quem nunca fez o uso da gíria na vida só pode estar de ‘caô’, comenta o estudante do Ensino Médio Pedro Henrique Souza, 18 anos, que admite utilizar com bastante frequência as gírias. “Uso até mesmo no trabalho, embora saiba que não seja viável, mas não consigo mesmo parar de utilizá-las”, confessa.

As gírias fazem parte da fala cotidiana e modificam o sentido de palavras, expressando as mais diversas ideias. Os meios de comunicação de massa tiveram grande influência na difusão das gírias no mundo e vêm sendo utilizadas em novelas, seriados e programas humorísticos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Todo mundo precisa de amor


Dirigido por Baz Lurhmann, diretor que se destacou na década de 90 com a moderna versão do romance Romeu e Julieta de Shakespeare, Moulin Rouge é um musical lançado no ano de 2001 e nos proporciona um espetáculo de luz, cor, música e dança mostrando um pouco da vida boemia e noturna de Paris.
Com um cenário bem elaborado e com a presença de cores exageradas, como o vermelho, personagens extravagantes, as cortesãs, e músicas antigas com versões originais, Moulin Rouge te prende do início ao fim. 
A história se passa em Paris, no ano de 1899. Christian, interpretado por Ewan Mc Gregor, é um jovem inglês sonhador que deseja ser escritor. Quando menos espera surge a oportunidade para escrever a peça “ Espetacular, Espetacular”.
Satine, interpretada por Nicole Kidman, é a cortesã mais cobiçada de uma casa noturna da cidade, que procura luxo e conforto a qualquer preço. Sempre a procura de homens que possam suprir suas necessidades financeiras conhece Christian, um pobre escritor, que se exprime de uma forma apaixonante.
Satine se vê num dilema entre razão e emoção. O coração da moça passa a exigir algo além de bens materiais, mas sabe que não pode se apaixonar por um escritor. Do outro lado, vê-se Christian, disposto a conquistar o coração daquela cortesã que pode ter qualquer homem a seus pés, mas que roubou seu coração.
Os protagonistas são a cortesã e o escritor, que se apaixonam e vivem um amor proibido. A história  sobre amor proibido não é original, mas a forma como ele é apresentado é o que faz a diferença. Os protagonistas se expressam através de canções que vão de Madonna a Fat Boy Slim, passando por Elton John até chegar a uma canção original: “Come What May “, que é representada no final do filme. Isso é o que impressiona.
Moulin Rouge é mais indicado para aqueles que gostam de musicais, apesar de muitos que não gostam terem se apaixonado pela obra. É o típico filme, “ou você ama, ou você odeia”. É daqueles filmes para ver, rever, ver de novo e ter em casa. Moulin Rouge ganhou milhões de fãs e críticos com o seu misto de magia e fantasia.